10.02.2006
- Saúde
inaugura em Pinheiro (MA) a 103ª farmácia popular do país
O Ministério da Saúde inaugurou no dia 10 de fevereiro de
2006, em Pinheiro (MA), a 103ª unidade do Programa Farmácia
Popular do Brasil. Ela foi instalada na Avenida Tarquínio
Lopes, 1.145, Centro, em uma área de 144 metros quadrados.
Por meio de uma parceria entre o ministério e a prefeitura
municipal, a farmácia repassará à população medicamentos a
preço de custo, adquiridos pela Fundação Oswaldo Cruz,
exclusivamente para o programa.
A estimativa é que 271 mil pessoas sejam beneficiadas pela
farmácia popular de Pinheiro, que também atenderá aos
municípios vizinhos com a oferta de, no mínimo, 95 itens de
medicamentos (correspondentes a duas mil unidades ou
apresentações comerciais), além de profissionais
farmacêuticos e funcionários qualificados para orientar o
usuário sobre os cuidados com a saúde e o uso correto da
medicação.
Esta é a segunda farmácia popular inaugurada no Maranhão,
que já contava com uma unidade em pleno funcionamento em
Timom. Outras 18 estão credenciadas ao programa, ou seja, em
processo de implementação nos municípios de Açailândia,
Bacabal, Balsas, Buriticupu, Codó, Colinas, Coroatá,
Imperatriz, Paço do Lumiar, Pedreiras, Santa Inês, Santa
Luzia, São João do Ribamar e na capital São Luiz (cinco
unidades).
Seguindo o padrão do programa, a farmácia popular de
Pinheiro conta com profissionais farmacêuticos e
funcionários qualificados para orientar o usuário sobre os
cuidados com a saúde e o uso correto da medicação. Ela
também está equipada com aparelho de televisão e vídeo/DVD
para a exibição de campanhas do Ministério da Saúde. Todas
as unidades possuem estrutura adaptada à realidade regional,
permitindo uma adequada atenção farmacêutica e a realização
de ações educativas.
Com a inauguração de hoje, o Farmácia Popular passa a contar
com 103 unidades em todo o país. Outras 262 aderiram ao
programa, estando aptas a serem instaladas pelos parceiros
do Ministério da Saúde (governos estaduais, prefeituras
municipais ou entidades filantrópicas).
Somadas as (103) unidades inauguradas e as (262)
credenciadas, são 365 adesões até o momento, número próximo
da meta definida pelo governo federal de credenciar 500
farmácias populares, em todo o país, até o final deste ano.
Os principais beneficiários do programa são usuários com
dificuldade financeira para fazer o tratamento da doença em
virtude dos preços do medicamento praticados no mercado. Os
medicamentos oferecidos pelas farmácias populares são
adquiridos pela Fiocruz – exclusivamente para o programa –
em laboratórios públicos e privados e repassados à população
pelo valor de custo. Dessa forma, é possível uma redução de
até 90% no preço dos produtos e nas despesas do usuário com
aquisição de medicamentos.
Beneficiários – Pesquisas recentes divulgadas pelo
Ministério da Saúde e pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) revelaram que a despesa com a saúde é
um dos itens que mais oneram o orçamento familiar. De acordo
com o levantamento, os gastos com a saúde ocupam, em geral,
o quarto lugar no orçamento das famílias brasileiras, atrás
apenas das despesas com habitação, alimentação e transporte.
A lista de produtos disponíveis nas farmácias populares está
de acordo com a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais
(Rename). Ela leva em consideração as prioridades nacionais
de saúde como também a segurança, eficácia terapêutica,
qualidade e disponibilidade dos medicamentos.
Levantamento do Ministério da Saúde constatou que o Programa
Farmácia Popular do Brasil tem a aprovação de 91% dos
usuários. O atendimento prestado nas unidades foi
considerado um ponto forte, com 97% de aprovação.
Vale destacar que o objetivo do programa é ampliar a
assistência farmacêutica e oferecer à população brasileira
mais uma opção de acesso aos medicamentos. É um serviço
complementar de assistência à saúde de todos os brasileiros,
independentemente do poder aquisitivo do usuário. Não há
lucro no fornecimento dos produtos, que são repassados aos
usuários a preço de custo. O programa tem orçamento próprio
e é implementado sem prejuízo às ações de suprimento já
previstas e garantidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).